Teoria do Não-Objeto /Ferreira Gullar

     Bem, Gullar nos traz o conceito do "Não-Objeto" descrevendo-o como: "...  é um objeto especial em que se pretende realizar a síntese de experiências sensoriais e mentais...", ou seja, ele desespacializa a arte concreta, o não-objeto é ele mesmo, não precisa de uma predefinição, pois quando um objeto possui uma prescrição o seu uso fica predeterminado não fazendo com que as pessoas se questionem, ou procurem desenvolver algo, a imaginação e/ou experimentação por si só. No texto, é questionado sobre as molduras também, o não-objeto não é como um quadro em que se tem uma moldura, onde a obra fica enclausurada/estagnada, ele se liberta das superfícies para se realizar no espaço, ele reorganiza o mundo a sua volta e perde o atrelamento como superação, chega até a provocar os indivíduos já que não é contemplativo, deve se envolver o espectador, fazer com que o público interaja envolvendo os sentidos, a mente, a percepção... ele não se limita as formas tradicionais, mas também não é um antiobjeto, só procura incentivar a experimentação, curiosidade e inovação das pessoas. Os artistas do neoconcreto possuem o mesmo dialogo, convocam além das palavras, formas, cores, movimentos, num nível em que a linguagem verbal e a linguagem plástica se interpenetram. 


                                                Escultura Ligia Clark 


                                                                        Ferreira Gullar 

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