Filosofia da Caixa Preta - Capítulos 4, 5 e 6

     "...Enquanto não existir crítica fotográfica que revele essa ambiguidade do código fotográfico, a intenção do aparelho prevalecerá sobre a intenção humana...", Flusser traz novamente essa reflexão de quem está sendo dominado, e isso depende muito de quem está manuseando a máquina, se for uma pessoa que usa o aparelho a seu favor para eternizar cenas, se desafiar e realmente jogar o jogo para tornar a caixa preta mais transparente, esse terá controle sobre a máquina, já aquele que utiliza a fim de registrar fotografias sem o intuito da crítica, que não tem intenção nenhuma de decifrar os códigos, de se aperfeiçoar/brincar, será dominado pelo aparelho e ser apenas funcionário. É claro que sabemos a dificuldade de fazer o diferente dentro das várias limitações da máquina, mas acredito que é isso que deveria impulsionar mais ainda o fotógrafo, descobrir maneiras de inovar e transmitir... "...Liberdade é jogar contra o aparelho...", essa frase do texto nos remete a falsa sensação de liberdade quando tratamos da questão de ser funcionários da máquina, escolher entre as categorias e se apropriar, por isso o importante é saber escolher dentre as limitações uma maneira de se inovar e fazer diferente. 





foto: Vilém Flusser 

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